Ao se levantar na primeira manhã viu a tatuagem, um par de olhos localizados logo acima do joelho, de olhar direto a encontrar o seu, assustou-se, primeiro com o fato, segundo, com a ameaçadora inteligência implícita naqueles olhos.
Na segunda manhã, levantou-se, havia ali abaixo uma boca também, aberta como que prestes a fazer funestas previsões, com princípios de dentes desenhados, morava sozinho, quem e com que propósito fazia isso com ele à noite?
Dormiu com medo do que na terceira manhã, o que a boca finalmente lhe diria.
Fábio Ochôa
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
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